quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cilada

E aí você pensa: "caramba, o que eu tô fazendo aqui?". Mais uma vez você quebrou uma das inúmeras promessas que fez a si mesmo e foi no maldito evento. Não adiantou nada da última vez ter dito "nunca mais entro nessas roubadas". Você sempre entra.

Festa de aniversário de criança pentelha: você acha que aquela criança tem algo de pet sematery no olhar, tem até um certo receio de ficar sozinho com ela, mas, como é amigo dos pais, compra o presente e vai à festinha. Você não tem filhos, por isso não te sobra a malandragem que tiveram os outros amigos de despacharem os filhos na porta do Buffet e aparecerem três horas depois pra apanhar os rebentos. Resultado, você é um dos poucos adultos da festa, além dos pais, avós, tios e recreadores. Restam os quitutes como prêmio de consolação do sábado por água abaixo.

Casamento de gente nada a ver: quando você não tem a menor simpatia pela pessoa e ela o convida para o enlace, o que fazer? se a falta de simpatia é pelo casal o circo está montado. Eles vaõ encontrar um jeito de entregar o convite e mais, as regras sociais ditam: recebeu o dito cujo, tem que dar presente. Ainda bem que nem sempre "a regra é clara"

A maioria dos meus amigos leva tudo muito na esportiva "você não vai fazer nada mesmo, vamos lá comer de graça". Eu preferiria continuar fazendo nada, pagando pela minha comida a estar em um lugar onde me sentisse contrariada, mas, como já falei em outro post, temos papeis a serem desempenhados na sociedade e relações em jogo. Naquela festinha chata pode estar um contato profissional importante, pessoas que devem ser agradadas para que falem bem da gente em um momento oportuno e o principal, amigos queridos que não queremos magoar de forma alguma porque realmente gostamos deles, sem nada em troca.

Não me dou bem nesses joguinhos, me dou muito mal neles, essa é a verdade. Sempre preferi os esportes aos jogos, valorizo o fair play, MAS, não é isso o que realmente conta, a cada dia me convenço mais que se prefere o ludibriar e o esconder, que a sinceridade e a gratuidade das ações não passam de ficção e que este último parágrafo está deslocado do restante do texto, talvez esse não fosse o fim que imaginei quando comecei a escrever, afinal, quando é?

O teor quase sombrio e muito rabugento do post é uma homenagem ao apagão de ontem à noite, que alguns aproveitaram bem (né mesmo Duds? rsrs)

1 comentários:

ERIK JONES disse...

A suspeita de gripe suína com o adendo "inclusive já liguei para o disk gripe" foi a melhor desculpa desse segundo semestre.

Já fugi de 2 eventos com essa ... e é tão irrefutável e eficaz como dor de barriga.

Também não suporto esses joguinhos insossos ... o contato profissional importante, a conversa certa com a pessoa certa ... isso é de ritualismo irritante ... e há pessoas que realmente acreditam nisso.

Esse parágrafo está fora de contexto mas tudo bem ...

tá rabugento não ...